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Como fazer uma árvore genealógica passo a passo

· 9 min de leitura · Equipe The Memory Palace

Imprima uma árvore genealógica a partir do seu arquivo GEDCOM

Seu palácio, também no celular.

Baixar na App StoreDisponível no Google Play

O app está em inglês, holandês, alemão, francês e espanhol, ainda não em português.

Fazer uma árvore genealógica parece um projeto enorme. Na prática, começa com uma folha de papel e três gerações que você sabe quase de cor. A partir daí a árvore cresce, geração por geração, a cada conversa e a cada certidão.

Este guia mostra passo a passo como fazer sua própria árvore genealógica, com quais documentos e quais ferramentas, e quais erros você pode evitar.

Árvore de ancestrais ou de descendentes?

  • Árvore de ancestrais: você vem primeiro, depois seus pais, avós e bisavós. Cada geração dobra: 2, 4, 8, 16. É o ponto de partida mais comum para quem quer saber de onde veio.
  • Árvore de descendentes: um antepassado ou um casal fica no alto, e embaixo vêm todos os filhos, netos e bisnetos. Ideal para um encontro de família.

Na árvore de ancestrais, cada pessoa tem um número fixo: você é o 1, seu pai o 2, sua mãe o 3. O pai de uma pessoa com o número n tem o número 2n, e a mãe, 2n+1.

Passo 1: comece por você

Anote o que você sabe com certeza: seu nome completo, data e lugar de nascimento. Depois faça o mesmo para seus pais, com a data e o lugar do casamento, e para seus avós, até onde souber. Deixe as lacunas em aberto em vez de chutar.

Registre sempre as mulheres com o nome de solteira. Muitas brasileiras acrescentaram o sobrenome do marido ao casar, e se você anotar só o nome de casada vai perder justamente a pista que leva à família seguinte. Lembre também que, no Brasil, o sobrenome da mãe costuma vir antes do sobrenome do pai: em Maria da Silva Santos, Silva em geral vem da mãe e Santos do pai.

Passo 2: converse com os mais velhos

O que está nos registros continua no cartório. O que seus pais, tias, tios e avós sabem vai embora com eles. Por isso, pergunte cedo: sobre nomes e cidades de origem, sobre irmãos que morreram pequenos, sobre mudanças de cidade, profissões e religião. A religião define depois em quais livros de paróquia procurar, e a cidade de origem diz em qual cartório pedir a certidão.

Grave as conversas com o celular, de preferência com fotos antigas na mesa. Nossa folha gratuita de perguntas para fazer aos seus pais pode ser impressa e levada junto. As 10 perguntas para fazer aos seus avós funcionam bem numa primeira visita, e em como gravar a história de vida dos seus pais ou avós você encontra dicas para a gravação.

Passo 3: junte os documentos da família

Em muitas famílias, a gaveta dos pais ou dos avós guarda mais do que se imagina. Pergunte especificamente por:

  • Certidões antigas de nascimento, casamento e óbito: a certidão de casamento dos avós, por exemplo, muitas vezes traz os nomes dos pais dos dois noivos.
  • Passaportes e documentos de imigrante: se a família veio de fora, eles podem trazer a cidade de origem, a data de chegada e o nome do navio.
  • Santinhos e convites de missa de sétimo dia: com datas de nascimento e falecimento, às vezes com foto.
  • Cartas, boletins escolares, documentos de serviço militar e fotos com anotações no verso.

Fotografe ou escaneie tudo. Para as fotos, veja como digitalizar fotos antigas.

Passo 4: anote a fonte de cada dado

Quase todo iniciante pula este passo. Ao lado de cada data e de cada lugar, escreva de onde veio a informação: "certidão de nascimento, cartório de registro civil, livro, folha e termo", "batismo, paróquia de São José", "segundo a vó, conversa de 2026". Assim, daqui a cinco anos você ainda vai saber o que está comprovado e o que foi só contado.

Passo 5: papel, modelo ou programa?

Para as primeiras três ou quatro gerações, um modelo de árvore genealógica em papel resolve. Depois disso o papel fica confuso, e quase não sobra espaço para as fontes.

  • Programas de genealogia no computador: o Gramps é gratuito, de código aberto e tem tradução para o português do Brasil. O Legacy tem uma versão básica gratuita (em inglês). Os dois leem e gravam GEDCOM.
  • Árvores online e apps de árvore genealógica: práticos, porque a família pode acompanhar. Confira se você consegue exportar a árvore em GEDCOM e se ela não fica pública sem a sua permissão.

Para fazer uma árvore genealógica grátis, um programa gratuito, o FamilySearch e os acervos públicos levam você bem longe.

Passo 6: salve no formato GEDCOM

GEDCOM é o formato comum de troca de árvores genealógicas; as versões mais usadas são a 5.5.1 e a 7.0. Na dúvida, a 5.5.1 é a que mais programas leem. Quando sua árvore vira um arquivo GEDCOM, você não fica preso a nenhum programa e pode trocar a árvore com seus parentes.

Com nosso visualizador de GEDCOM gratuito você vê quantas gerações um arquivo tem e onde estão as lacunas. O verificador de GEDCOM encontra conjunto de caracteres errado, caracteres ilegíveis, vínculos quebrados e datas impossíveis. Os dois funcionam no navegador, sem cadastro, e o arquivo não sai do seu aparelho.

Passo 7: avance geração por geração

Volte sempre de uma pessoa comprovada para a seguinte, nunca ao contrário. A certidão de casamento dos seus avós, por exemplo, costuma trazer os pais dos dois noivos, e com isso você chega à geração seguinte.

  • Cartórios de registro civil: no Brasil, o registro civil de nascimentos, casamentos e óbitos foi regulamentado pelo Decreto nº 9.886, de 1888, e passou a valer em todo o país em 1º de janeiro de 1889. Peça a certidão no cartório onde o registro foi feito, ou pelo portal oficial dos cartórios, registrocivil.org.br. Para genealogia, a melhor é a certidão de inteiro teor, que reproduz o registro completo, com as anotações feitas depois. Alguns registros, como os que envolvem adoção, têm acesso restrito.
  • Registros paroquiais: antes de 1889, a fonte principal são os livros de batismo, casamento e óbito das paróquias católicas. Muitos estão na própria paróquia ou no arquivo da cúria diocesana, e uma boa parte foi digitalizada pelo FamilySearch, estado por estado (São Paulo desde 1640, Rio de Janeiro desde 1616, Rio Grande do Sul desde 1738, segundo as coleções do site). Lembre que o livro de batismo muitas vezes dá só a data do batismo, não a do nascimento.
  • FamilySearch: gratuito com cadastro, tem também coleções de registro civil por estado, como Bahia e Minas Gerais, parte delas indexada por nome.
  • Imigrantes: se a família chegou por Santos, o Museu da Imigração do Estado de São Paulo tem um acervo digital gratuito com os registros de matrícula da Hospedaria de Imigrantes de 1882 a 1958, pesquisáveis por nome, e as listas de bordo dos navios que chegaram ao porto de Santos de 1888 a 1973 (estas só digitalizadas, sem busca por nome: é preciso folhear página por página). O Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, guarda listas de passageiros e registros de entrada de estrangeiros, sobretudo do porto do Rio; os documentos já digitalizados podem ser consultados online pelo sistema SIAN, com cadastro.

Tem antepassados italianos? Veja árvore genealógica italiana: onde encontrar os registros. Mais caminhos para pesquisar estão no nosso guia de árvore genealógica.

Erros comuns ao fazer uma árvore genealógica

  • Confundir pessoas com o mesmo nome. Numa cidade pequena, vários homens podiam se chamar José da Silva. Confira pais, cônjuge e lugar antes de juntar dois registros na mesma pessoa.
  • Copiar datas sem fonte. Datas copiadas da árvore online de outra pessoa parecem certas, mas muitas vezes não são. Use-as como pista, nada mais.
  • Padronizar a grafia. Souza e Sousa, ou Luiz e Luís, podem ser a mesma família ou a mesma pessoa, conforme o escrivão. Anote a grafia que aparece na fonte.
  • Confundir batismo com nascimento. Os registros paroquiais muitas vezes trazem só a data do batismo.
  • Querer tudo ao mesmo tempo. Trabalhe uma linha da família de cada vez.

Mantenha a árvore viva

Uma árvore genealógica nunca fica pronta. Nascem crianças, parentes encontram fotos novas, uma certidão derruba uma velha suposição.

  • Compartilhe. Quem acompanha reconhece rostos, corrige datas e acrescenta histórias.
  • Dê rosto aos nomes. Uma foto por pessoa transforma uma lista em uma família. Veja como datar uma foto antiga.
  • Imprima. Nossa ferramenta gratuita de árvore de ancestrais transforma um arquivo GEDCOM em uma árvore de quatro ou cinco gerações para imprimir, em PDF ou em SVG.
  • Guarde mais de uma cópia. Como arquivo GEDCOM no computador, em um HD externo e online.

Sua árvore genealógica no The Memory Palace

The Memory Palace é seu próprio palácio da memória em 3D para fotos, vozes e histórias, privado por padrão, no iPhone, iPad, Android e no navegador, com os dados guardados na União Europeia. É feito por uma pequena equipe em Lovaina, na Bélgica. O app está em inglês, holandês, alemão, francês e espanhol, ainda não em português.

  • GEDCOM para entrar e para sair. Monte a árvore no app ou traga seu arquivo GEDCOM, e exporte de novo no mesmo formato.
  • Três visões. Árvore, leque e descendentes, com uma foto por pessoa.
  • Compartilhamento por link. Seus parentes abrem a árvore por um link que você manda.
  • Uma ala para cada ramo da família, uma sala para cada pessoa ou casal. É uma sugestão; quem decide é você. As fotos ficam nas paredes com nome e ano, e ao lado ficam histórias e gravações de voz.
  • Privado até você convidar. Você convida família e amigos quando quiser, e quem você convidar pode acrescentar fotos, histórias e gravações.
  • Leve tudo quando quiser. Uma exportação completa em arquivo ZIP, também no plano gratuito.

Guias relacionados

Perguntas frequentes

Como fazer uma árvore genealógica?

Comece por você e anote o que sabe com certeza sobre seus pais e avós. Depois converse com os parentes mais velhos, junte os documentos da família, como certidões antigas, passaportes e santinhos, e volte no tempo geração por geração com certidões do cartório de registro civil e registros paroquiais. Anote a fonte de cada dado.

Dá para fazer uma árvore genealógica de graça?

Dá. O Gramps é um programa de genealogia gratuito e de código aberto, o FamilySearch é gratuito com cadastro, e com nossa ferramenta gratuita de árvore de ancestrais você imprime uma árvore de quatro ou cinco gerações a partir de um arquivo GEDCOM, sem cadastro. Os custos costumam aparecer só nas certidões pedidas ao cartório e em algumas bases de dados pagas.

Qual a diferença entre árvore de ancestrais e árvore de descendentes?

A árvore de ancestrais mostra todos os antepassados de uma pessoa: pais, avós, bisavós. A árvore de descendentes mostra todos os descendentes de um antepassado ou de um casal: filhos, netos, bisnetos. No dia a dia, as duas são chamadas de árvore genealógica.

Qual app ou programa de árvore genealógica devo usar?

Aquele com que você gosta de trabalhar, desde que leia e grave GEDCOM. Assim você pode trocar de programa quando quiser e compartilhar a árvore com os parentes. Em serviços online e apps, confira também se a sua árvore continua privada até você decidir compartilhar.

Quais documentos eu preciso para fazer uma árvore genealógica?

Primeiro, o que a família já tem guardado: certidões de nascimento, casamento e óbito, passaportes antigos, santinhos de missa de sétimo dia, cartas e fotos com anotações no verso. Depois, as certidões do cartório de registro civil, de preferência a certidão de inteiro teor, que reproduz o registro completo. No Brasil, o registro civil passou a valer em todo o país em 1º de janeiro de 1889; antes disso, a fonte principal são os registros paroquiais de batismo, casamento e óbito.

Comece hoje seu próprio palácio da memória em 3D

Cada foto, gravação e história ganha uma sala que você pode percorrer. Privado por padrão: você convida família e amigos quando quiser.

Imprima uma árvore genealógica a partir do seu arquivo GEDCOM

Seu palácio, também no celular.

O app está em inglês, holandês, alemão, francês e espanhol, ainda não em português.

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