Toda família tem uma história, mas ela está espalhada. Os registros estão em arquivos, as fotos em caixas e celulares, as histórias na cabeça dos parentes mais velhos. Para preservar a história da sua família, você junta essas peças e dá a elas uma forma que a próxima geração consiga abrir e entender.
Este guia mostra como fazer isso, em cinco passos, e como passá-la adiante depois.
O que faz parte de uma história de família?
Quatro coisas, que juntas dizem mais do que separadas:
- A árvore genealógica: quem descende de quem, com nomes, datas e lugares.
- As fotos: como eram, onde moravam, quem sentava com eles à mesa.
- As vozes: como falavam, o sotaque, a risada.
- As histórias e os documentos: cartas, receitas, santinhos e cartões de lembrança, e o que se conta à mesa.
Uma árvore genealógica sem histórias é uma lista de nomes. Histórias sem árvore genealógica se soltam das pessoas. Juntas, fazem uma história de família.
Passo 1: comece pelo que desaparece
Os registros nos arquivos permanecem. O que a geração mais velha sabe, não. Então comece por ela. Pergunte sobre os pais e avós deles, sobre os lugares onde cresceram, sobre quem aparece nas fotos antigas. Grave as conversas com o celular.
Não sabe bem como começar? Nossa folha gratuita com vinte perguntas para fazer aos seus pais pode ser impressa e levada junto. Mais dicas em como entrevistar os parentes mais velhos.
Passo 2: monte a árvore genealógica
Comece por você e vá para trás: pais, avós, bisavós. Para cada pessoa, anote o nome, a data e o lugar de nascimento e de falecimento, e onde você encontrou isso. Assim, quem vier depois de você pode conferir.
- Muitos registros civis e paroquiais estão online. Nosso guia como pesquisar a história da sua família explica por onde começar, e nossos guias por país, para a Bélgica e a Holanda, dizem onde encontrar cada registro. Se você tem antepassados italianos, veja antepassados italianos: onde encontrar os registros.
- Guarde a árvore genealógica em GEDCOM, o formato que quase todos os programas de genealogia conseguem abrir. Assim você não fica preso a um só programa.
- Já tem um arquivo GEDCOM? Com nosso visualizador de GEDCOM gratuito você vê na hora quantas gerações ele contém e onde estão as lacunas, sem cadastro. O arquivo fica no seu aparelho.
Passo 3: dê às fotos um nome e um ano
Em duas gerações, uma foto sem nome vira uma foto de desconhecidos. Reúna as fotos da família, inclusive as que estão com irmãos, irmãs e primos, e digitalize-as. Para cada foto, anote pelo menos quem aparece e mais ou menos quando.
Se você não tiver certeza do ano, roupas, carros, o formato da cópia e quem está ou não está na foto podem ajudar. Leia como saber de que ano é uma foto antiga e identificar as pessoas, e para digitalizar como digitalizar fotos antigas: scanner, foto com o celular ou serviço.
Passo 4: grave as vozes
Da maioria dos bisavós não sobrou uma única gravação. Para seus pais e avós, ainda há tempo. Grave uma conversa em torno de uma foto: quem é essa pessoa, o que vocês faziam na época, por que se mudaram. Um celular basta. Anote em cada gravação quem está falando e quando, e guarde o arquivo em mais de um lugar.
Passo 5: guarde histórias e documentos
Cartas, diários, santinhos, avisos de falecimento, diplomas, uma receita com a letra da avó: eles contam o que um registro não conta. Digitalize ou fotografe, e guarde os originais em lugar seco e escuro. Veja também como guardar e digitalizar cartas, diários e documentos antigos.
Escreva também as histórias contadas à mesa, mesmo que sejam só meio verdade. Anote de quem você as ouviu.
Organizar: por ramo, por pessoa, por lugar
Uma ordem que faz sentido para você não faz sentido automaticamente para seus netos. O que funciona bem: uma divisão por ramo da família (lado do pai, lado da mãe), dentro dela por pessoa ou núcleo familiar, e para cada pessoa as fotos, gravações e documentos juntos. Assim, quem só conhece um nome encontra tudo o que pertence a ele.
Passar adiante para a próxima geração
- Compartilhe agora. Quem olha junto hoje reconhece rostos e preenche lacunas. Uma história de família cresce quando outros contribuem.
- Guarde em mais de um lugar. Por exemplo no computador, num HD externo guardado em outro lugar, e online. Uma cópia só não é cópia.
- Escolha formatos que duram. JPEG ou TIFF para fotos, MP3 ou M4A para áudio, PDF para documentos, GEDCOM para a árvore genealógica.
- Decida quem recebe o quê. Nem todo mundo quer tudo. Escolha pessoa por pessoa, e conte a elas.
Preservar a história da família com o The Memory Palace
The Memory Palace é um palácio privado em 3D em que você reúne a história da sua família: no iPhone, no iPad, no Android e no navegador, com os dados guardados na União Europeia. O app está em inglês, holandês, alemão, francês e espanhol, ainda não em português.
- Uma ala por ramo da família, uma sala por pessoa ou núcleo familiar. As fotos ficam penduradas nas paredes, com um nome e um ano embaixo de cada moldura.
- A voz ao lado da foto. Você grava quem era, ou acrescenta uma gravação que já tem.
- A árvore genealógica junto. Monte-a no app ou traga seu arquivo GEDCOM, e leve-a de volta no mesmo formato.
- Junto com a família. Você convida parentes para uma sala ou uma ala, e eles acrescentam as próprias fotos, histórias e gravações. O resto continua privado.
- Passar adiante do seu jeito. Em 'Settings', 'Legacy' você escolhe quem recebe quais alas ou salas, e quando. Mais em planejar seu legado digital.
- Você sempre leva tudo. Exportação completa em arquivo ZIP, também no plano grátis.
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